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Black Hat SEO pode ser de culpa externa

Cristina Dissat é uma excelente jornalista e foi minha aluna. Ela está desesperada com seu blog. O Fim de Jogo teve uma queda muito grande de acessos vindo do Google. Ela me questionou o que poderia ser e claramente notei que era o caso de uma punição. Sugeri a ela varrer o site procurando técnicas de Black Hat SEO que provavelmente eram a causa do problema. Ela procurou o site inteiro e nada. Sugeri que verificasse as mensagens dentro do Google Webmaster Tools. Nada também.

SERP do Fim de JogoComo consegui um tempo, resolvi olhar a fundo o que estava acontecendo. O primeiro passo era procurar o site no Google. Nem pelo nome do site ele estava aparecendo. Tentei então usando o comando “site:” e notei algo estranho. Veja a imagem e repare no tamanho das páginas. Algo suspeito em uma página de 250kb. Olhando o código da página reparei que o peso era muito diferente. O Google possivelmente estava vendo algo que nós não conseguíamos ver.

Como visualmente não havia nenhum indício dentro do site de Black Hat SEO, resolvi ver o site com os olhos do Google. Não sei se vocês sabem, mas é possível exibir conteúdo diferente para os visitantes do site e para o Googlebot. Já falei aqui da dica de usar o Cache do Google para ver como “os olhos do Google”. Na versão em cache do site, o rodapé da página apresentava um conteúdo bem diferente do restante do site.

Cache do Fim de Jogo com spam no rodapéAli está o problema. Quem conseguiu invadir o Fim de Jogo, colocou código oculto com vários links para venda de medicamentos dentro do site que só são apresentados quando o visitante se identifica com o user-agent como o Googlebot. A solução é olhar a programação da página e retirar o código.

A cada dia este tipo de ataque será mais comum. Mesmo sendo White Hat SEO é importante conhecer as técnicas Black Hat para se proteger. Por coincidência, escrevi no post anterior sobre o SQL Injection e SEO e você viram que o que o Matt Cutts escreveu também sobre o assunto? Só que eu fui mais rápido Matt. :)

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Caiu de posição? Pode ser uma flutuação no resultados

Estas duas últimas semanas, várias pessoas reportaram que seus sites despencaram nos resultados. Muitos imaginaram terem sido punidos, quando é punição, é só checar no Google Webmaster Tools se tem uma mensagem, corrigir o problema e pedir a reinclusão do site. Porém o que aconteceu é que houve uma flutuação nos resultados. Essa flutuação não é rara, mas acontece. Um motivo pode ser uma mudança no algoritmo, ou seja, o Google mudou a regra do jogo, tirando valor de algum fator ou aumentando outro. Também pode acontecer do resultado de um datacenter ou máquina diferente. Então na mesma consulta, cada hora aparece um resultado diferente.

A dica que eu dou neste caso, é tenha paciência e espere. Muitas das pessoas que entraram em contato já tiveram suas páginas retornando as posições originais. Se você está fazendo White Hat SEO, não há por que se preocupe pois a chance de uma perda de posição é pequena. Se você faz Gray Hat SEO, você pode ter perdido a força daquele “macete”. Pode não ser bom para você, mas é bom para todo mundo, pois os resultados ficam mais naturais. Agora se você está fazendo Black Hat SEO, volte ao primeiro parágrafo e revise sua estratégia.

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PageRank atualizado ou atualizando?

Tenho recebido muitos e-mails me felicitando por alcançar o PageRank 6. Obrigado a todos que lembraram de mim, mas eu é que tenho que agradecer a todos os leitores. Fico feliz com a notícia, claro, mas tem duas coisas importantes para falar sobre as atualizações do PageRank.

A primeira é que é preciso sempre aguardar um pouco para ter certeza do valor do seu PageRank. Os motivos são vários. Um deles é que o cálculo do PageRank acontece em vários datacenters diferentes. Não sabia? Pois é, o Google não tem uma máquina única que responde a todas as solicitações. Na verdade são centenas de datacenters diferentes. Durante a atualização, o valor do PageRank destas máquinas varia bastante. Normalmente o PageRank aparece como zero ou não atribuido, mas às vezes o valor aparece muito variado, podendo ser menor ou maior que o valor real, já que o cálculo está em andamento.

Um outro detalhe é que mesmo que você confira seu PageRank em diferentes datacenters e perceba que ele está igual em todos, pode ser que a atualização ainda não esteja finalizada, por isto é importante aguardar um pouco para ter a certeza do novo número. Pode até acontecer de um atualização ocorrer quase que seguida de outra.

A segunda coisa é algo que já falei: não se preocupe tanto com o PageRank. Ele é apenas um dos mais de 200 fatores de SEO. Se você produz um bom conteúdo e páginas descritivas e que auxiliem o seu visitante, você já estará fazendo um bom trabalho.

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Nova turma, novo curso

Esta é a última semana antes da nova turma do curso SEO de São Paulo e do Rio de Janeiro. Ainda dá para se inscrever, só que não deixe para última hora. O hotsite do curso ganhou novidades como área de depoimentos e o conteúdo do curso. Se tiver uma sugestão, aproveite o formulário de contato. O outro motivo do aviso é que será mais um mês corrido, mas a boa notícia é que ele entra com novidades.

Selo Google Advertising ProfessionalEm primeira mão, aviso o lançamento do curso de links patrocinados. Os alunos que fizeram o curso SEO estavam me cobrando há tempo e ele é o complemento natural do curso SEO. Achei bom fazer a certificação do Google antes do curso para ver as novidades na prova. É que desta maneira posso incluir no curso dicas de como se certificar. Em breve o hotsite do curso estará no ar e as inscrições liberadas.

Além disto, para o pessoal que já fez o curso SEO e pediu continuação, parece que teremos uma dupla do barulho aprontando grandes confusões. Aguardem.

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Google = dinheiro + internet + se*o

A vantagem de trabalhar com marketing de busca é que no dia-a-dia descubro coisas interessantes como também coisas sem sentido. Estava revisitando as ferramentas de SEO do site e fazendo alguns testes. Na ferramenta de sugestão de palavras-chave do Google resolvi testar o próprio nome do Google em português para quais palavras ele relacionaria. Para minha surpresa, os três primeiros termos associados são estes na figura:

palavra-chave-google.gif

Engraçado que há uns anos era SEO que retornava resultados uma destas palavras. Parece que a primeira palavra é bem forte nas buscas. Com uma concorrência de anunciante desta até dá para entender. Só que tem um detalhe interessante. Engraçado que o primeiro termo não tem anunciantes no AdWords e o segundo tem apenas quatro anunciantes. Atenção a isto!

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Google cache com strip

Mais uma dica exclusiva que descobri pessoal. Muita gente não entende que o Googlebot é cego. Ele não entende recursos especiais como CSS, imagens ou javascript. Ele só entende texto. Existem algumas ferramentas que simulam como o Googlebot enxerga as páginas, mas nada como checar direto com o Google para ver como ele entende o conteúdo da página. Para vermos como é uma página sem estes recursos especiais, vamos usar um macete.

O Google tem um recurso chamado cache. Ele é uma cópia da página que o Google armazena em um banco de dados. Você já deve ter notado na SERP que na última linha, após o tamanho da página, tem um link escrito “Em cache”.

google cache

Se você clicar neste link da SERP, será aberta uma página com a versão que o Google tem do seu site no cache dele. Esta pode não ser a versão atual da sua página já que o GoogleBot tem que visitar novamente a sua página após as alterações para poder extrair a nova versão para o cache. Entendido isto, siga estes passos para encontrar a versão clean da página.

Primeiro procure pela página desejada no Google. Tente digitar a URL da página na caixa de busca para facilitar. Após localizar na SERP o resultado, clique no link, “Em cache”. Você verá uma uma página que logo na primeira página diz a data que a página foi armazenada no cache. Informação útil. No quarto parágrafo, você verá um link “o texto em cache” que ao ser clicado, mostrará a versão texto da sua página. Se preferir, você pode pegar uma URL do Google cache e acrescentar o comanto strip. Inclua este texto sem as aspas para ver a versão de texto: “&strip=1″.

Isto é útil quando você quer explicar para alguém que não entende nada de SEO que aquele site maravilho todo feito em Flash ou AJAX não será visto com bons olhos pelo Google. Literalmente pode não ser visto.

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