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A publicidade segundo o Google

Abrindo o evento da Info Marketing de Busca, Alexandre Hohagen, que é o atual presidente do Google Brasil, começou perguntando para o publico quem era de marketing e quem é de tecnologia e depois perguntou se o público preferia uma palestra introdutória de AdWords ou uma palestra avançada mostrando cases. Só uma pessoa respondeu  palestra introdutória e ele fez uma brincadeira com a menina falando que depois ligava para ela explicando AdWords para ela. Claro que o publico com certeza prefere algo mais avançado. O assunto eram os links patrocinados. Na opinião dele, os links patrocinados servem para atender a necessidade de uma pessoa. Falou dos locais de momento de relevância.

Falou que existem sete melhores práticas.

A primeira é “always on”. Tem que estar preparado. Falou que são quase 1.600.000 mil buscas relacionadas somente a turismo. Mostrou palavras-chave de turismo comparadas pelo Google Trends.

A segunda prática e prepare-se online para o que acontece no offline. Assim você garante que estará preparado. Citou o Google Trends comparando Big Brother e Rafinha, Tropa de Elite com cinema. Ambos têm comportamento sazonal. Comparou animais como cachorro, peixe, gato e mostrou que os peixes tem um crescimento sazonal no período da semana santa.

Terceira é: não espere que seus consumidores venham. Nesta prática, ele mostra um exemplo de  uso dos gadgets, Mostrou um Gadget da American Airlines, para marcar viagens.

A quarta é: faça dos vídeos um dos formatos centrais de sua estratégia online. Falou sobre dois vídeos virais como o do Ronaldinho e o Dove evolution. Mostrou também os canais patrocinados do YouTube com o exemplo da Schin com o vídeo do comercial em um canal.

Quinta pratica é: crie oportunidades para o consumidor escolher você. Mostrou o iGoogle e sua personalização que permite também Gadgets com Mashups como o da Nike que serve para encontrar lugares de corrida em diferentes cidades do mundo.

Sexta prática é use a sabedoria popular para gerar inovação e criatividade. Como exemplo citou um lançamento da Fiat que recebeu mais de 15.000 sugestões de design de um novo carro. Citou também um caso do Mastercard em que usuários deveriam postar no YouTube vídeos que seriam priceless (não tem preço).

Sétima prática é esteja onde seus consumidores estão em momentos de relevância. Mostrou um dado que os usuários do Google não ficam mais de 5% dentro das páginas de busca.  O objetivo do Google é que os usuários fiquem o menor tempo possível dentro de sua busca, pois o objetivo é ajudar o usuário onde ele quer chegar.

Simulou um comportamento de desejo de compra de um usuário. Finalizadas as sete práticas, mostrou dois cases montados em parceria no mercado americano. O primeiro foi com a Unilever em que o objetivo era avaliar três partes: o impacto nas vendas, impacto de branding e o comportamento online, Usaram diferentes tipos de display como vídeos, banner e anúncios de texto. O resultado com a combinação de rede de conteúdo e de pesquisa aumentou o branding, as compras offline e o aumento de tráfego no site. Falou que no case, para cada um dólar gasto no Google, os usuários gastaram aproximadamente 1,44 dólares de incremento nas compras. Este teste proporcionou aumentou em 45% de gastos com a marca Ultimate Clear e teve 313% aumento de visita do site da Dove.

O segundo caso é sobre o impacto do offline no ambiente online. Era o caso do Pontiac que fez uma publicidade na TV e no fim do anúncio ele indicavam para o usuário a procurar pelo termo Pontiac no Google. No momento que o comercial foi ao ar, houve um pico de visitas. O volume de pesquisa por hora aumentou também sensivelmente. Falou que não dá para desvincular o que acontece no meio offline para o que acontece no online.

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Matt Cutts esteve aqui

Sei que esta é antiga, mas a correira não me deixou postar sobre isto. Devido a entrevista com o Pedro Dias, o Matt Cutts veio aqui no Marketing de Busca e depois escreveu um post em seu blog falando que o Pedro deu uma grande estrevista sobre tópicos de webspam. Fiquei vermelho. 🙂

Espero que ele seja bom de português ou que o Google Translate tenha ajudado. Engraçado que muitos acessos vem dos EUA, Reino Unido e Japão. Portugal também. Obrigado pelas visitas pessoal.

Á propósito, o Matt Cutts não tem sitelinks. Por quê? É uma pergunta retórica, sim.

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PageRank engasgou

Esta semana os números de PageRank do Google não estavam sendo exibidos em todos os datacenters. Em alguns que ainda apareciam, os valores estavam doidos. Um bom exemplo era o www.google.com que sempre tem PageRank 10, mas em alguns datacenters estava com PageRank 5 e 7. Agora normalizou.

Há algum tempo rolou uma discussão que o Google omitiria os valores de PageRank para evitar manipulações e devido a desatualização dos resultados. O PageRank tem um valor de marketing muito grande para o Google e convenhamos que saber apenas uma faixa de 10 números, ainda mais logarítima, não representa muita coisa.

As consequências do Google de não divulgar o PageRank seria que apareceriam ferramentas que calculariam aproximadamente a quantidade de links levando em conta a importância dos sites. Não seria o PageRank perfeito, mas já daria uma boa idéia da força de uma página, por isto não divulgar o PageRank não resolveria o problema e perderia um pouco do charme do Google.

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Sitelinks – informação útil direto na SERP

Parece que o Google aproveitou o início de 2008 para distribuir sitelinks. Varios blogs e sites receberam este recurso. O Marketing de Busca também ganhou um. Veja um print screen.google-sitelinks.gif

Para quem não sabe, os sitelinks são oito (ou menos) pequenos links que ficam abaixo do primeiro resultado da SERP. Normalmente eles são acionados quando o nome do site é procurado. Normalmente se atribui ter sitelinks quando suas páginas internas também tem PageRank razoável. Os sitelinks servem para ajudar os usuários a chegar diretamente na informação que precisam.

Dentro do Google Webmaster tools você pode bloquear os links que quiser. No meu caso, alguns dos links não eram relevantes para o usuário enquanto em outros, o título não era adequado. Ao bloquear você pode informar o motivo do bloqueio. No meu caso bloqueei 4 links. Depois de bloqueados, eu recebi um prazo de dois meses para que ele continuem bloqueados. Atualizo o post com o que acontecer.

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Entrevista com Pedro Dias – Search Quality do Google

Tive a oportunidade de conhecer o Pedro Dias, que é Senior Associate da equipe de Search Quality do Google. Ele fica baseado na Irlanda, Europa. Aproveitei e fiz uma rápida entrevista de bate-pronto com ele. É uma boa maneira dele passar uma visão do que é trabalhar na equipe de qualidade e de falar também sobre links e blogs. Vamos então ao que interessa.

Marketing de Busca: Olá Pedro Dias, obrigado pela oportunidade da entrevista. Me diga quem é você?
Pedro Dias: Olá Paulo, obrigado pelo interesse em entrevistar-me. Sou Português, nasci numa pequena cidade Algarvia no Sul de Portugal. Comecei a brincar com computadores por volta de 1983 e desde então não parei, talvez este tenha sido um dos factores que influenciou ter vindo parar ao Google.

MB: Você trabalha no Google há quanto tempo e fazendo o que? E antes disto?
PD: A minha carreira no Google começou no início de 2006 na equipa de Qualidade, à qual ainda pertenço desde então, desfrutando de cada momento :). Antes disso a minha carreira começou em 2000 como Designer/Web Designer em várias agências de Publicidade/Design em Portugal.

MB: E como é o seu relacionamento com o seu chefe e a equipe?
PD: Não poderia ser melhor. Como deve saber, o Google é uma empresa muito jovem, eles adoram os seus funcionários, e todos mantém uma atitude muito positiva e um espírito de equipa fantástico.

MB: Como você considera importante o trabalho de vocês para os usuários?
PD: Bastante importante… tal como todas as equipas no Google. Somos todos parte do mesmo “motor”, e todas as peças têm de funcionar em sincronia e harmonia para que tudo corra bem. Todo o nosso trabalho tem como finalidade dar aos utilizadores a melhor experiência possível e satisfação.
Como exemplo lato, quando a Busca começou na Internet, quando procurávamos por algo e encontrávamos era um milagre. Hoje em dia, se não encontramos o que procuramos entre os primeiros resultados, algo está mal.

MB: E o que você acha dos blogs no Brasil? E quanto a troca de links que é comum acontecer?
PD: O Brasil é um dos maiores geradores de conteúdo online, há um número astronômico de Blogs e Páginas Pessoais aparecendo a todo o momento, e isso contribui muito para uma comunidade saudável. Bloggers são uma valiosa geração de comunicadores e desempenham um papel importante, desde partilha de informação e pensamentos até ao desenvolvimento e criação de novas idéias e conceitos. Isto leva-nos ao básico dos links, trocar links não tem de ser necessariamente mau, links são bons, e todos são encorajados a linkar conteúdo. Links devem ser vistos como uma forma de dizer “aqui está algo que eu acho útil e recomendo aos meus leitores”, o problema começa quando os links são utilizados apenas com o propósito de manipular PageRank em vez de indicar um voto de qualidade e reputação.

MB: Você é moderador do grupo do Google Webmasters para língua portuguesa. Como é gerenciar uma comunidade com tantas perguntas?
PD: Primeiro quero fazer uma correcção, eu não sou moderador, eu apenas monitorizo o Grupo e certifico-me que ninguém está a dizer algo errado. O valor do Grupo são os utilizadores do mesmo e a excelente comunidade e entreajuda que ali é construída. Com esta oportunidade aproveito publicamente para agradecer a contribuição de alguns utilizadores que se dedicam um pouco mais a ajudar os outros, como o Carlos Lavieri, José Cláudio e recentemente o M&S e o Tiago Paolini.
Todos têm questões e todos querem uma resposta do Google, mesmo que por vezes essa resposta já tenha sido discutida ou faça parte da Central de Ajuda. Os meus conselhos são:

  1. Leiam os FAQs
  2. Busquem antes de postar, é muito provável que já exista resposta a um caso semelhante.

MB: E quais são os próximos planos?
PD: Crescer mantendo o espírito de equipa e servir os nossos utilizadores cada vez melhor 🙂

MB: E para encerrar a entrevista, quais seriam suas recomendações finais?
PD: Pensem em longo termo, não esperem sucesso instantâneo. Sucesso vem da dedicação e esforço. Uma boa regra é pensar “eu faria isso se os Motores de Busca não existissem?”. E claro, visitem o Grupo de Ajuda e dêem a vossa valiosa contribuição à comunidade 🙂

A entrevista chega ao fim com gosto de quero mais. A dica que fica é sigam o caminho correto ou o Pedro Dias e o Matt Cutts pegam vocês. 🙂 Obrigado Pedro!

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Como um boato do Google se espalha

O jornal o Globo noticiou hoje que o Google pode estar sofrendo um ataque. O título da matéria mesmo com o “pode” assusta, ainda mais com o texto “SOB AMEAÇA”. Imagine esta notícia na cabeça de um usuário leigo, ainda mais por recomedar o uso de um antivírus. 

Há um ano atrás eu noticiei sobre a exigência do captcha no Google que é comum em muitas requisições simultâneas por proxy. Nada para se preocupar. O problema é “quem conta um conto, aumenta um ponto”. Daqui a pouco vai rolar e-mail de hoax dizendo que o Google vai cobrar pelas buscas de quem não se cadastrar. Aí as ações caem.

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