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Campanha eleitoral permite SEO

A recente guerra sobre a regulamentação do marketing político na internet independente do final sempre teve uma certeza. O SEO é uma estatégia que pode ser usada para ajudar um político em sua campanha eleitoral. Diferente dos links patrocinados que são pagos e considerados publicidade, o SEO pode ser usada normalmente como ferramenta de propaganda. Mas as vantagens sobre os outros meios não param por aí. O discurso político sempre foi muito voltado apenas para ações pontuais como distribuição de camisetas e brindes. Com a campanha do Obama para a presidência dos Estados Unidos, a história da política mudou significativamente pois agora todos buscam uma campanha online de social media parecida com ela. Isto exige mais complexidade e estratégia.

Uma das vantagens de SEO é que mesmo sem contar com grandes verbas que apenas grandes políticos podem arcar, com SEO é possível que qualquer político mesmo um deputado estadual ou até um vereador alcance resultados sem investimentos irreais. Outra vantagem é até aqueles políticos que tem poucos segundos para falar na TV podem usar a web para expandir sua voz e idéias e podendo mostrar o seu discurso. Agora imagine um político que não aparece no Google com seu slogan? E pior, imagine outro candidato aparecendo em seu lugar? Acreditem mas tem candidatos no Brasil que nem pelo nome aparecem.

SEO não é apenas para os candidatos. O marketing político online deve fazer parte também dos partidos políticos. Eles podem criar estratégias para ajudar todos os seus candidatos a terem melhores resultados no Google. Isto normalmente é ignorado e pode ser um grande diferencial com a grande representatividade que os partidos tem. Se um candidato percebe que o seu partido não faz SEO, ele pode exigir para sua campanha eleitoral e conseguir mais diferencial ainda. O impacto pode ser não só no país, mas segmentados por estado ou município.

Os eleitores usam hoje a web como nunca foi antes. Ignorar o canal só vai abrir espaço para outros e em uma campanha eleitoral não tem espaço para deixar furo. O SEO aparece como uma forma de vencer a concorrência pelas palavras que os eleitores irão procurar para chegar a uma decisão de voto. Se você o político não aparece, como os eleitores  vão votar nele? O político honesto precisa ser encontrado.

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O conteúdo é rei e você é seu súdito?

Os fatores on page são relativamente fáceis de serem analisados. Além de permitir um controle muito grande por parte do dono do site, ele pode copiar (ou mimetizar) outros sites que tem bom posicionamento (famoso SEO básico). A grande diferenciação na parte “on page” acaba ficando por conta do conteúdo. Afinal, um site pode ter um título igual, uma URL igual (menos o domínio, claro), mas o texto produzido sempre terá certas diferenças. É como em uma prova de redação. Seria impossível, que mesmo que milhares de pessoas escrevessem sobre um mesmo tema, ter um único texto igual a outro. E por mais que possamos menosprezar o conteúdo, ele é essencial para o SEO, é ele que faz cada página de internet única. Claro que excluímos neste caso as cópias de conteúdo e citações.

Para pensar no conteúdo do ponto de vista de SEO, a primeira preocupação é com o seu usuário. Seu conteúdo deve satisfazer a necessidade dele. O usuario é o verdadeiro rei para um site e você, seu ávido súdito. Um visitante satisfeito raramente pressiona o botão de voltar do navegador, principalmente em landing pages otimizadas. Outro ponto importante é a preocupação com sinônimos e termos relacionados. Não deixe a mensagem subjetiva. O leitor tem o comportamento de “escanear uma página” e se o termo estiver na página ele vai entender o conteúdo. O seu conteúdo tem o poder de informar, satisfazer o visitante, engajar participação e, claro, atingir seus objetivos.

Agora, quando me refiro a conteúdo, não pense apenas em texto. Imagens, vídeos complementam a experiência gerada por um texto. Torna a experiência mais rica. Só um detalhe: use-a com bom senso. Se para um público alvo, um post não tem a necessidade de uma imagem, não vou colocar mesmo que seja considerado que o uso de imagens seja de grande importância para SEO ou para que o artigo pareça maior do que é. O que conta é o foco no usuário. Nunca esqueça disto. Agora que você segue o rei, venere a rainha, a conversão.

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Rápidas de dezembro

Como vocês devem ter reparado, com o lançamento do livro tive pouco tempo para postar. Vou aproveitar a calmaria para mandar algumas mensagens rápidas:

  • O curso de SEO em São Paulo será no dia 17 de janeiro. O curso do Rio ainda está sem data fechada, mas é só se inscrever para ser informado quando sair a data.
  • Teremos um BarSEO no Rio no dia 18/12. Será um encontro informal, onde sentaremos para bater um papo sem compromisso, jabá ou guerra de egos. Será no Bar Urca que fica na rua Cândido Gaffrée, 205 às 18h30. Não precisa de inscrição e é de graça (menos o que consumir, claro). 🙂 
  • O livro SEO tem recebido feedback bem legal. Interessante confirmar que é possível uma publicação usar a força dos blogs e do Twitter para divulgá-lo. Afinal a casa de ferreiro não pode ter espeto de pau.
  • Minha tradição do cartão de natal feito a mão está quase no fim. Este foi o que mais gostei até agora. Aguardem!

Ainda não vou entrar no clima de festas, então preparem-se para mais novidades neste mês ainda.

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A importância da análise – o Google também erra

Eu escrevi um artigo sobre a divulgação das palavras mais procuradas no Google em 2008. Ao invés de simplesmente copiar e colar, resolvi fazer uma análise sobre o resultado e percebi que tinha algo errado. Se você ainda não leu o artigo, visite-o antes de continuar a leitura. Se não quiser nem ler o artigo e ir direto para a dica, role até o fim do artigo.

Logo depois que publiquei o artigo, percebi que vários blogs e veículos importantes como a Info, a BBC e o G1 publicaram a matéria quase que idêntica ao site ou release. Ninguém se preocupou com a apuração ou análise do conteúdo informado.

Na minha visão, mesmo quem não entende de SEO conseguiria notar que havia algo de errado com os dados. Os números não faziam sentido. Hoje me deu um estalo e resolvi visitar novamente o Zeitgeist e bingo! O Google trocou a ordem do “mais subidas” e dos “mais pesquisado”, já corrigiu e esqueceu de colocar a errata. Mesmo assim, agora é um pouco tarde, pois a maior parte das pessoas já publicou seus artigos com a ordem invertida. Talvez alguém do Google tenha visto aqui meu post e correu para acertar. 🙂

Não estou criticando o que parece ser um erro do Google ou do editor do site. A idéia que quero passar é que as pessoas devem repensar os inúmeros dados estatísticos, afirmações e pesquisas que recebem diariamente. Analisem a informação para gerar conhecimento. Estes anos de marketing digital me deram experiência para ver as coisas dessa forma. Acho que é por isto que martelo que SEO não é apenas técnica, mas estratégia.

Se tiver que criticar algo, faço, mas de forma construtiva. Não devo nada a ninguém (apenas a minha esposa) e não sou adulador. Se eu receber uma crítica, levo a sério a mensagem e me corrijo quando necessário. Não sou perfeito. Quanta gente já comentou de erros de digitação que foram devidamente consertados. Sempre tento passar o que há de melhor neste humilde blog. Aproveitando, também evito escrever sobre o lugar-comum. Algumas pessoas me cobram, mas quando sai um novo Google Killer que só de fazer o primeiro teste fica claro que nem funciona direito, nem me dou ao trabalho de comentar. Tento passar informação relevante e diferenciada para os leitores.

Para resumir então, duas dicas finais:

1- Não seja “CTRL+C, CTRL+V”. Adicione informação relevante, adicione inteligência. (Cite a fonte também. Básico da educação).
2- Questione. Não é por que o Google escreveu, que é verdade absoluta. Todos podem errar ou usar uma amostra enviesada.

E usem protetor solar. Tem feito uma “lua” aqui no Rio. 🙂

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Google cache com strip

Mais uma dica exclusiva que descobri pessoal. Muita gente não entende que o Googlebot é cego. Ele não entende recursos especiais como CSS, imagens ou javascript. Ele só entende texto. Existem algumas ferramentas que simulam como o Googlebot enxerga as páginas, mas nada como checar direto com o Google para ver como ele entende o conteúdo da página. Para vermos como é uma página sem estes recursos especiais, vamos usar um macete.

O Google tem um recurso chamado cache. Ele é uma cópia da página que o Google armazena em um banco de dados. Você já deve ter notado na SERP que na última linha, após o tamanho da página, tem um link escrito “Em cache”.

google cache

Se você clicar neste link da SERP, será aberta uma página com a versão que o Google tem do seu site no cache dele. Esta pode não ser a versão atual da sua página já que o GoogleBot tem que visitar novamente a sua página após as alterações para poder extrair a nova versão para o cache. Entendido isto, siga estes passos para encontrar a versão clean da página.

Primeiro procure pela página desejada no Google. Tente digitar a URL da página na caixa de busca para facilitar. Após localizar na SERP o resultado, clique no link, “Em cache”. Você verá uma uma página que logo na primeira página diz a data que a página foi armazenada no cache. Informação útil. No quarto parágrafo, você verá um link “o texto em cache” que ao ser clicado, mostrará a versão texto da sua página. Se preferir, você pode pegar uma URL do Google cache e acrescentar o comanto strip. Inclua este texto sem as aspas para ver a versão de texto: “&strip=1”.

Isto é útil quando você quer explicar para alguém que não entende nada de SEO que aquele site maravilho todo feito em Flash ou AJAX não será visto com bons olhos pelo Google. Literalmente pode não ser visto.

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Meu chapéu? White Hat SEO

Para afirmar qual chapéu eu uso, acho que antes vale uma explicação do que é um White Hat SEO. Existem diversas técnicas SEO. Acontece que algumas técnicas, apesar de melhorar o posicionamento da sua página, são consideradas desonestas pelos sites de busca e passíveis de punição. O conjunto dessas técnicas é conhecido como Black Hat SEO.

De outro lado, quem pratica o SEO honesto é considerado White Hat SEO. Essa idéia de “chapéu branco” e “chapéu preto” vêm da terminologia hacker. Nela o hacker do bem usa seus dotes de forma ética para ajudar as pessoas. Ele é chamado de chapéu branco. Já o hacker do mal, que usa seu conhecimento para destruir e prejudicar, tem sua cor de chapéu preta.

Grey Hat SEO

Poderia ser simples assim, mas não é. Como o mundo não é preto e branco, existe toda uma infinidade de técnicas que estão na parte intermédia, pois não são consideradas desonestas pelos sites de busca, mas também não tem uma unanimidade ética nela. Essas técnicas são chamadas de Grey Hat SEO. Detalhe que ele também é descrito com a grafia com a como em Gray Hat SEO. Alguns exemplos que podem figurar o Grey Hat SEO são copiar textos de concorrentes para prejudicá-los ou comprar domínios expirados com PageRank alto. O acontece é que um Grey Hat pode variar ao longo do tempo e se transformar em um Black Hat como, por exemplo, a troca e venda de links.

Com isto acho que já dá para entender que existem diferentes linhas profissionais na área de SEO. Eu, por exemplo, acredito na linha puramente White Hat SEO. A principal justificativa para isto é que não importa quantas modificações os sites de busca façam em seus algoritmos, você terá sempre um site racional e ético. Com isto você não corre o risco de ver seu site despencar sensivelmente ou ser punido. Agora entenda que não estou criticando quem pratica ou já praticou uma técnica Grey Hat ou Black Hat, afinal você poderia não saber disto. Também tem a parte de que SEO é testar, testar e testar. O que não recomendo é utilizar qualquer uma dessas duas práticas relacionada ao seu domínio. Como já falei, registrar um domínio custa no máximo R$ 30,00 reais.

Sou Grey Hat SEO? Tem solução?

Agora você pode estar se perguntando: como sei que o que estou fazendo não é um Grey Hat SEO? Para exemplificar, uma aluna minha me disse que usava uma imagem de 1×1 pixel com as palavras-chave que queria ficar bem posicionada na alt tag. Perguntei a ela se aquilo iria ajudar de alguma forma um usuário que visitasse o site. Claro que ela e todos responderam que não, então sempre que for produzir para o seu site faça para o usuário e não para o robô de busca. Faça sites para pessoas.

Se você chegou até aqui e ficou um pouco preocupado, não entre em pânico. A boa notícia é que se você descobriu que está fazendo Grey Hat SEO, você tem chance de mudar a cor do seu chapéu. Basta abandonar aquela técnica de resultado duvidoso e levar em conta que o Google é gente fina e não guarda tanta mágoa. Imagine ser pego de surpresa despencando no PageRank, como muita gente foi pega na última atualização, por vender links? Meu chapéu é branco!

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