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Como remover resultados negativos do Google

O gerenciamento de marca nos resultados do Google já é uma realidade no mercado americano e no Brasil tem sido utilizado por algumas empresas. Imagine a seguinte cena, um consumidor sofreu com a compra de um produto que apresentou defeito. Ele reclama com todo direito e aguarda a resposta da empresa. A empresa atende o cliente, superando até as expectativas e o cliente vira um advogado da marca. Surge uma história bonita de atendimento ao cliente com final feliz. Porém, aquela reclamação ou vídeo criado foi indexado pelo Google. E o que o cliente faz muitas vezes é olhar apenas o texto da SERP e ler que estão reclamando da empresa dele, não se dando o trabalho de aprofundar a leitura do artigo mostrando que a empresa resolveu o problema. Com isto a empresa sofre um impacto na sua imagem, afinal qual empresa não teve um produto que tenha apresentado defeito?

Claro que o caso acima é um mundo ideal, só que existem empresas que não são um primor em atendimento, mas mesmo assim surge a demanda de excluir estes resultados da busca. Não vou entrar no mérito, mas é de direito da empresa trabalhar sua marca. Quando falo de remover, entendam que é conteúdo a ser excluído é de terceiros e não da própria empresa. Tem um artigo do do Google que trata esta questão de exclusão de conteúdo interno. Além disto tem também um artigo do Pedro Dias que também trata conteúdo de terceiros e explica a posição neutra do Google.

Chegamos ao ponto de como remover os resultados da pesquisa. O trabalho muitas vezes não chega a realmente excluir os resultados negativos, mas mandá-los para a segunda página de resultados ou até mais para frente. Afinal todos sabem que os usuários na maior parte das vezes procura até a primeira página. Para isto uma boa estratégia é usar os resultados positivos para substituir o posicionamento dos negativos. Aumentando a relevância destas páginas a tendência é que elas passem a frente.

Uma alternativa interessante também é ver direto com o criador da crítica negativa se ele poderia retirar o conteúdo ou alterá-lo. Se o cliente realmente ficou satisfeito, pode ser que ele retire ou complemente a experiência boa recebida. Óbvio que o melhor é sempre tratar bem os clientes.

Então chega o momento de pensar: como efetivamente retiro os resultados negativos do Google? Aqui vão algumas dicas. Tenha uma presença online. Pode parecer óbvio, mas tem pessoas e empresas que nem site tem. A criação de um site garante o posicionamento da empresa. Ter mais de um site também pode ajudar, já que aumenta a presença online da marca.

Identificar os resultados positivos não basta, tem que ajudá-los a aparece. Se tem matérias de jornal com texto negativo, procure matérias com texto positivo para marca. Assim um resultado pode substituir o outro.

Aproveite também as redes sociais. Não espere milagres. O objetivo das redes sociais, basicamente é o relacionamento. Se você simplesmente criar tais canais, não significa que eles irão simplesmente aparecer na primeira página. Aproveite a oportunidade para usar tais canais como Twitter e Facebook para ouvir seus clientes. Com isto você pode evitar repetição ou problemas parecidos no futuro.

No caso de vídeos falando mal da empresa, em resumo, priorize os vídeos com menções positivas. Se não tem um canal no Youtube, crie e faça seus vídeos. Se já tem, divulgue seus vídeos e aumente a relevância deles. Crie vídeos criativos que naturalmente sejam mais vistos pelos visitantes. Como na SERP costumam aparecer no máximo três vídeos por SERP, este é mais fácil de fazer.

Um ponto importante é que este trabalho pode demorar um bom tempo, pois de alguma forma seria o equivalente a otimizar 8 resultados diferentes para passarem um segundo colocado. E levando em conta que criticar é a coisa mais fácil do mundo, é mais fácil conseguir links para conteúdo negativo do que para positivo.

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O que fazer quando o cliente não implementa SEO

Quem trabalha, mesmo que por pouco tempo, com SEO já deve ter passado por esta experiência. São feitos diversos relatórios e apresentações de encher os olhos com alterações e sugestões para o site. O cliente fica super empolgado e não acredita que tinha tanta coisa para fazer. Começa então a botar a mão na massa, mas… deixa de fazer inúmeras coisas importantes. Você sabe o potencial do cliente e isto pode frustar você e, quem sabe, o cliente. Claro que isto pode acabar impactando o projeto de alguma forma. Então o que podemos fazer para minimizar este problema?

Priorize

Sabemos que dependendo do projeto, as ações serão muitas. O que fazer então? Priorizar. Quando você ordenar a execução do projeto, facilite mostrando qual a ordem de execução. Analise os “incêndios”, pequenas vitórias, maiores ganhos, pontos complicados e a necessidade do cliente. Isto ajuda o cliente a enxergar melhor o trabalho pelos próximos meses, além de organizar o projeto.

Pequenas vitórias

Não adianta tentar as grandes conquistas de uma vez só. Muitos dos objetivos são de longo prazo. O cliente pode se frustar e esfriar. Então para motivar a equipe a continuar implementando e perceber valor no projeto, conquiste resultados menores e mais fáceis antes. Além de aumentar a moral dos participantes do projeto, você ainda pode garantir umas vendas para ajudar o projeto a se pagar mais rapidamente. Não esqueça de celebrar as conquistas.

Negocie

Não adianta seguir uma receita de bolo e esperar que o cliente faça tudo conforme o que você priorizou. Ele tem demandas internas ou de negócio que não podem parar para o projeto de SEO (se bem que SEO deveria ser prioridade), mas o projeto tem que andar.  Se ele não puder fazer uma determinada alteração, questione o porquê. Percebi que algumas vezes percebi a tal alteração só não poderia ser feita, pois o time ou não sabia como fazer ou não entendia a razão real da alteração. Muita gente torce o nariz para empresas que fazem backlogs para uso dos recursos de desenvolvimento, mas eu acho excelente! Exatamente por terem um processo claro, fica mais fácil negociar com eles o que deve ser feito.

Cobre

Você está sendo pago, mas isto não impede que você cobre o cliente. Afinal aquilo pode impactar o resultado do projeto de SEO. Não cobre tudo de uma vez também. Use a priorização e a negociação para esta cobrança. Em cada cobrança, mostre o motivo daquela ação e seus ganhos. Ao cobrar você evita que o cliente caia no esquecimento daquelas alterações. Eu mesmo já fiquei receoso de cobrar o cliente, mas o resultado é muito bom. Deixar de fazer uma ação de link building pode ser um grande diferencial. Saiba também de quem cobrar. É importante que um projeto de SEO tenha um líder dentro da empresa e que representantes das áreas participem do “comitê SEO”.

Custo

Praticamente todas as empresas precisam aumentar suas receitas e para isto acontecer existem custos. Em um projeto de SEO os custos de implementação são variáveis. O cliente pode ter alocado apenas dinheiro para o projeto e não pensou em fazer uma ação de link building ou no custo de implementação das alterações. É importante avaliar na durante o projeto os custos e pensar, inclusive, no orçamento para o próximo ano.

Terceirização

Se o cliente não tem braço ou o conhecimento para fazer as coisas, talvez seja o momento dele terceirizar. Deixar com um programador, link builder ou designer experiente a execução de alguma tarefas ajuda muito o tempo de execução. Para empresa algumas vezes é melhor focar no seu core business do que aumentar mais do que precisa. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo pode resultar algo mal feito ou em nada.
Se você tem alguma experiência ou dica em auxiliar implementações de projetos de SEO, comente também.

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A explosão da informação e os sites de busca

Este é um texto que trata do volume de informação e sobre o impacto na busca. É um guest post do amigo Flamínio Fantini (*) que é um profissional com larga experiência em conteúdo e estratégia.

Para as empresas e instituições que ainda têm dúvidas sobre a necessidade de investir para melhorar a posição de seus sites nos portais de busca como Google, Bing ou Yahoo, uma pesquisa recém-divulgada nos Estados Unidos traz números impressionantes. Há tanta informação e conteúdo sendo produzidos atualmente no planeta que a disputa pela atenção das pessoas pelos veículos de comunicação virou uma verdadeira guerra, na qual a internet é sem dúvida um dos principais campos de batalha.

Em 2007, a humanidade foi capaz de estocar 295 exabytes de informação em equipamentos e aparelhos tecnológicos. Você já ouviu falar em exabyte? É muita, muita, muita informação: no total 2,9 x 1020 bytes.

Veja a seguir algumas comparações estabelecidas pelos autores da pesquisa, Martin Hilbert, da Universidade do Sul da Califórnia, e Priscila López, da Universidade da Catalunha, publicada na revista “Science”, de grande reputação nos meios acadêmicos internacionais.

  • A média de produção de informação por pessoa em um ano é equivalente a 61 CD-ROMs, desses comuns de 730 MB. Caso fosse empilhado, o total de 404 bilhões de CD-ROMs percorreria o caminho entre a Terra e a Lua e ainda ultrapassaria mais um quarto do percurso.
  • Cada pessoa recebe informação equivalente a 174 jornais, por dia. Se cada um desses jornais fosse vendido a um dólar, seria necessário mais do que a soma mundial de todos os PIBs (Produto Interno Bruto) para comprá-los.
  • Com toda a informação produzida em um ano, seria possível forrar todo o território da China com 13 camadas de livros. A quantidade representa 80 vezes mais informação por pessoa do que na histórica Biblioteca de Alexandria, a seu tempo (século 3 a.C.).
  • Cada pessoa envia, por meios de telecomunicação, informação equivalente a seis jornais diariamente. Se fosse transmitir isso num chat, levaria dois meses e três semanas, sem interrupção.

De acordo com a pesquisa, em 1986, havia um vasto predomínio das mídias tradicionais e analógicas para a estocagem de informação – dos livros e jornais ao LP de vinil, o videocassete ou a fotografia em negativos. Naquele ano, a presença digital era de apenas 0,8%. Em 2007, a situação já havia se invertido, com 94% representado pelos meios digitais – dos hard-disks de PCs aos servidores de grande porte, dos DVDs e blu-rays aos celulares e memory cards, dos video-games às câmeras digitais e cam-corders. A virada começou em 2002, quando pela primeira vez os digitais passaram na frente.

Uma das mais importantes portas de entrada para essa gigantesca Alexandria digital é a internet, com seus sites de busca, em especial o Google. Não é à toa, portanto, que o Search Engine Optimization (SEO) e o PPC (Pay Per Click) cresceram tanto nos últimos anos, colocando em evidência novas formas de publicidade, como os links patrocinados, e expandindo o uso de métricas, como o Google Analytics.

O estudo de Martin e Priscila teve grande repercussão na mídia internacional, acolhido em veículos como The Washington Post, The Wall Street Journal, Wired, BBC e Scientific American, entre outros.

Para quem quiser ler a pesquisa original, em inglês:
The World’s Technological Capacity to Store, Communicate, and Compute Information
Os pesquisadores criaram também uma página com mais detalhes sobre o assunto, também em inglês:
The world’s technological capacity to process information
(*) Flamínio Fantini é jornalista, ex-editor executivo das revistas “Veja” e “Istoé” e ex-diretor de informação das agências MPM Propaganda e LoduccaMPM

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Campanha eleitoral permite SEO

A recente guerra sobre a regulamentação do marketing político na internet independente do final sempre teve uma certeza. O SEO é uma estatégia que pode ser usada para ajudar um político em sua campanha eleitoral. Diferente dos links patrocinados que são pagos e considerados publicidade, o SEO pode ser usada normalmente como ferramenta de propaganda. Mas as vantagens sobre os outros meios não param por aí. O discurso político sempre foi muito voltado apenas para ações pontuais como distribuição de camisetas e brindes. Com a campanha do Obama para a presidência dos Estados Unidos, a história da política mudou significativamente pois agora todos buscam uma campanha online de social media parecida com ela. Isto exige mais complexidade e estratégia.

Uma das vantagens de SEO é que mesmo sem contar com grandes verbas que apenas grandes políticos podem arcar, com SEO é possível que qualquer político mesmo um deputado estadual ou até um vereador alcance resultados sem investimentos irreais. Outra vantagem é até aqueles políticos que tem poucos segundos para falar na TV podem usar a web para expandir sua voz e idéias e podendo mostrar o seu discurso. Agora imagine um político que não aparece no Google com seu slogan? E pior, imagine outro candidato aparecendo em seu lugar? Acreditem mas tem candidatos no Brasil que nem pelo nome aparecem.

SEO não é apenas para os candidatos. O marketing político online deve fazer parte também dos partidos políticos. Eles podem criar estratégias para ajudar todos os seus candidatos a terem melhores resultados no Google. Isto normalmente é ignorado e pode ser um grande diferencial com a grande representatividade que os partidos tem. Se um candidato percebe que o seu partido não faz SEO, ele pode exigir para sua campanha eleitoral e conseguir mais diferencial ainda. O impacto pode ser não só no país, mas segmentados por estado ou município.

Os eleitores usam hoje a web como nunca foi antes. Ignorar o canal só vai abrir espaço para outros e em uma campanha eleitoral não tem espaço para deixar furo. O SEO aparece como uma forma de vencer a concorrência pelas palavras que os eleitores irão procurar para chegar a uma decisão de voto. Se você o político não aparece, como os eleitores  vão votar nele? O político honesto precisa ser encontrado.

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O conteúdo é rei e você é seu súdito?

Os fatores on page são relativamente fáceis de serem analisados. Além de permitir um controle muito grande por parte do dono do site, ele pode copiar (ou mimetizar) outros sites que tem bom posicionamento (famoso SEO básico). A grande diferenciação na parte “on page” acaba ficando por conta do conteúdo. Afinal, um site pode ter um título igual, uma URL igual (menos o domínio, claro), mas o texto produzido sempre terá certas diferenças. É como em uma prova de redação. Seria impossível, que mesmo que milhares de pessoas escrevessem sobre um mesmo tema, ter um único texto igual a outro. E por mais que possamos menosprezar o conteúdo, ele é essencial para o SEO, é ele que faz cada página de internet única. Claro que excluímos neste caso as cópias de conteúdo e citações.

Para pensar no conteúdo do ponto de vista de SEO, a primeira preocupação é com o seu usuário. Seu conteúdo deve satisfazer a necessidade dele. O usuario é o verdadeiro rei para um site e você, seu ávido súdito. Um visitante satisfeito raramente pressiona o botão de voltar do navegador, principalmente em landing pages otimizadas. Outro ponto importante é a preocupação com sinônimos e termos relacionados. Não deixe a mensagem subjetiva. O leitor tem o comportamento de “escanear uma página” e se o termo estiver na página ele vai entender o conteúdo. O seu conteúdo tem o poder de informar, satisfazer o visitante, engajar participação e, claro, atingir seus objetivos.

Agora, quando me refiro a conteúdo, não pense apenas em texto. Imagens, vídeos complementam a experiência gerada por um texto. Torna a experiência mais rica. Só um detalhe: use-a com bom senso. Se para um público alvo, um post não tem a necessidade de uma imagem, não vou colocar mesmo que seja considerado que o uso de imagens seja de grande importância para SEO ou para que o artigo pareça maior do que é. O que conta é o foco no usuário. Nunca esqueça disto. Agora que você segue o rei, venere a rainha, a conversão.

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Rápidas de dezembro

Como vocês devem ter reparado, com o lançamento do livro tive pouco tempo para postar. Vou aproveitar a calmaria para mandar algumas mensagens rápidas:

  • O curso de SEO em São Paulo será no dia 17 de janeiro. O curso do Rio ainda está sem data fechada, mas é só se inscrever para ser informado quando sair a data.
  • Teremos um BarSEO no Rio no dia 18/12. Será um encontro informal, onde sentaremos para bater um papo sem compromisso, jabá ou guerra de egos. Será no Bar Urca que fica na rua Cândido Gaffrée, 205 às 18h30. Não precisa de inscrição e é de graça (menos o que consumir, claro). :)  
  • O livro SEO tem recebido feedback bem legal. Interessante confirmar que é possível uma publicação usar a força dos blogs e do Twitter para divulgá-lo. Afinal a casa de ferreiro não pode ter espeto de pau.
  • Minha tradição do cartão de natal feito a mão está quase no fim. Este foi o que mais gostei até agora. Aguardem!

Ainda não vou entrar no clima de festas, então preparem-se para mais novidades neste mês ainda.

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