Tags Artigos, Google, SEO
Mais uma dica exclusiva que descobri pessoal. Muita gente não entende que o Googlebot é cego. Ele não entende recursos especiais como CSS, imagens ou javascript. Ele só entende texto. Existem algumas ferramentas que simulam como o Googlebot enxerga as páginas, mas nada como checar direto com o Google para ver como ele entende o conteúdo da página. Para vermos como é uma página sem estes recursos especiais, vamos usar um macete.
O Google tem um recurso chamado cache. Ele é uma cópia da página que o Google armazena em um banco de dados. Você já deve ter notado na SERP que na última linha, após o tamanho da página, tem um link escrito “Em cache”.

Se você clicar neste link da SERP, será aberta uma página com a versão que o Google tem do seu site no cache dele. Esta pode não ser a versão atual da sua página já que o GoogleBot tem que visitar novamente a sua página após as alterações para poder extrair a nova versão para o cache. Entendido isto, siga estes passos para encontrar a versão clean da página.
Primeiro procure pela página desejada no Google. Tente digitar a URL da página na caixa de busca para facilitar. Após localizar na SERP o resultado, clique no link, “Em cache”. Você verá uma uma página que logo na primeira página diz a data que a página foi armazenada no cache. Informação útil. No quarto parágrafo, você verá um link “o texto em cache” que ao ser clicado, mostrará a versão texto da sua página. Se preferir, você pode pegar uma URL do Google cache e acrescentar o comanto strip. Inclua este texto sem as aspas para ver a versão de texto: “&strip=1″.
Isto é útil quando você quer explicar para alguém que não entende nada de SEO que aquele site maravilho todo feito em Flash ou AJAX não será visto com bons olhos pelo Google. Literalmente pode não ser visto.
Permalink
Tags Artigos, Black SEO, Marketing de Busca, SEO
Para afirmar qual chapéu eu uso, acho que antes vale uma explicação do que é um White Hat SEO. Existem diversas técnicas SEO. Acontece que algumas técnicas, apesar de melhorar o posicionamento da sua página, são consideradas desonestas pelos sites de busca e passíveis de punição. O conjunto dessas técnicas é conhecido como Black Hat SEO.
De outro lado, quem pratica o SEO honesto é considerado White Hat SEO. Essa idéia de “chapéu branco” e “chapéu preto” vêm da terminologia hacker. Nela o hacker do bem usa seus dotes de forma ética para ajudar as pessoas. Ele é chamado de chapéu branco. Já o hacker do mal, que usa seu conhecimento para destruir e prejudicar, tem sua cor de chapéu preta.
Grey Hat SEO
Poderia ser simples assim, mas não é. Como o mundo não é preto e branco, existe toda uma infinidade de técnicas que estão na parte intermédia, pois não são consideradas desonestas pelos sites de busca, mas também não tem uma unanimidade ética nela. Essas técnicas são chamadas de Grey Hat SEO. Detalhe que ele também é descrito com a grafia com a como em Gray Hat SEO. Alguns exemplos que podem figurar o Grey Hat SEO são copiar textos de concorrentes para prejudicá-los ou comprar domínios expirados com PageRank alto. O acontece é que um Grey Hat pode variar ao longo do tempo e se transformar em um Black Hat como, por exemplo, a troca e venda de links.
Com isto acho que já dá para entender que existem diferentes linhas profissionais na área de SEO. Eu, por exemplo, acredito na linha puramente White Hat SEO. A principal justificativa para isto é que não importa quantas modificações os sites de busca façam em seus algoritmos, você terá sempre um site racional e ético. Com isto você não corre o risco de ver seu site despencar sensivelmente ou ser punido. Agora entenda que não estou criticando quem pratica ou já praticou uma técnica Grey Hat ou Black Hat, afinal você poderia não saber disto. Também tem a parte de que SEO é testar, testar e testar. O que não recomendo é utilizar qualquer uma dessas duas práticas relacionada ao seu domínio. Como já falei, registrar um domínio custa no máximo R$ 30,00 reais.
Sou Grey Hat SEO? Tem solução?
Agora você pode estar se perguntando: como sei que o que estou fazendo não é um Grey Hat SEO? Para exemplificar, uma aluna minha me disse que usava uma imagem de 1×1 pixel com as palavras-chave que queria ficar bem posicionada na alt tag. Perguntei a ela se aquilo iria ajudar de alguma forma um usuário que visitasse o site. Claro que ela e todos responderam que não, então sempre que for produzir para o seu site faça para o usuário e não para o robô de busca. Faça sites para pessoas.
Se você chegou até aqui e ficou um pouco preocupado, não entre em pânico. A boa notícia é que se você descobriu que está fazendo Grey Hat SEO, você tem chance de mudar a cor do seu chapéu. Basta abandonar aquela técnica de resultado duvidoso e levar em conta que o Google é gente fina e não guarda tanta mágoa. Imagine ser pego de surpresa despencando no PageRank, como muita gente foi pega na última atualização, por vender links? Meu chapéu é branco!
Permalink
Tags Artigos, Google, SEO
Depois da absolvição de Renan Calheiros pelo Senado Federal, alguns blogueiros criaram uma Google Bomb. Ao procurar pelas palavras vergonha nacional, no Google e clicar em estou com sorte, o site é direcionado para a página do Senado Federal.
Claro que isto é uma manifestação, mas o que talvez muita gente não saiba é que o Google Bomb pode ser considerado crime. Tal como um post criticando alguém pode ser considerado calúnia, um link depreciativo como este e de plena consciência do que está fazendo pode ser considerado também difamação. Por isto, saiba o risco que está correndo. Outros já foram processados.
Por conta destes problemas, em janeiro deste ano, o Google removeu a força do Google Bomb. A prova era que o termo miserable failure que não retornava mais a biografia de George W. Bush, presidente dos Estados Unidos. Na época testei os Google Bombs brasileiros e realmente eles tinham perdido a força. Porém em julho deste ano, notei que o Google Bomb voltou a ter força.
O maior valor da Google Bomb é que ela é democrática. Se muitas pessoas afirmam as mesmas palavras para uma página, ela acaba “recebendo” este termo. O Google dá muito valor aos links para rankear seus resultados.
Vamos ver alguns dos Google Bombs mais famosos no Brasil.
- Déspota cachaceiro: retornava a página do presidente Lula no governo
- Vice de novo: retornava a página do Vasco da Gama
- Mulambada: retornava a página do clube do Flamengo
- Vergonha nacional: retorna a página do Senado
- Maior mentiroso do Brasil: ainda retorna a biografia do Lula na wikipedia. Na época noticiei o fato e desfiz o Google Bomb gerando um ataque de comentários.
Observação: alguém excluiu o Google Bomb do Flamengo da página de wikipedia. Será que foi um flamenguista. 
Permalink
Tags Artigos, Marketing de Busca
Ele é um termo técnico para representar as páginas que exibem os de resultados em uma busca. São chamadas de Search Engine Results Page ou em portugês página de resultados de uma busca. As SERPS variam conforme as palavras-chave e são compostas normalmente por resultados naturais que aparecem do lado esquerdo da busca. O padrão são de cada SERP são no máximo dez resultados paginados quando há mais do que este número.
As SERPs contêm o título da página com link, duas linhas com uma descrição ou texto relacionado a palavra-chave e uma última linha com opções como cache da página, versão alternativa ou tradução.
Podem aparecer tanto no lado direito como no topo com cor diferente links patrocinados. Outros extras que podem aparecer são sugestões de pesquisa, imagens ou até cotações de ações ou mapas de endereço.
Permalink
Tags Artigos, Google, Indexação, Marketing de Busca, SEO
É muito comum as pessoas afirmarem que seus sites tem PageRank X ou Y. Não deixa de ser uma verdade, afinal se você procura o PageRank do domínio marketing de busca, o Google informa que é 4 por exemplo. O que acontece é que este PageRank é apenas da home do site. Você sabia que cada página do seu site tem um PageRank diferente?
O Google contabiliza o PageRank por página. A home do web site é a página mais importante dele e é a que normalmente recebe a maior parte dos links, por isto ela tende a ter um PageRank maior. Um exemplo é o PageRank da página sobre SEO. Atualmente ele está com PageRank 3. Já a página do atenSiosamente está com o PR zero. Claro que vocês sabem que isto não é para sempre. Só o fato de este post colocar links para estas páginas o PageRank delas vai ser influenciado. Então se alguém no futuro (claro né) estiver lendo este artigo, os PageRanks poderão estar diferentes.
O que importa é entender que cada página do seu site ou blog deve ser única, pois ela terá um PageRank único. Outro ponto é que o PageRank não é tudo, por isto relaxe e curta seu site. O próprio Matt Cutts que trabalha no Google afirma que ele é apenas um entre centenas de fatores de posicionamento de uma página. Ah, importante: PageRank se escreve tudo junto.
Permalink
Tags Artigos, Google, Indexação, SEO
O uso de Flash em sites é uma realidade e seu uso é muito importante em projetos web. A maior parte dos banners hoje em dia, o player do YouTube e muitos aplicativos web utilizam a tecnologia do Adobe Flash (para mim é estranho não usar Macromedia). Apesar de todas estas vantagens, você precisa saber que ele não combina bem com o Google. O principal motivo é que o Googlebot, robô que indexa as páginas do Google, não consegue capturar perfeitamente o conteúdo do Flash tal como o conteúdo de uma página em HTML. Na estratégia SEO, muitos profissionais não recomendam o uso do Flash. Eu já penso que ele precisa ser usado no lugar certo e na medida certa. Depois de ver um artigo do Google Webmaster, resolvi então escrever sobre o que pode ser feito para o Flash ser indexado corretamente.
O primeiro passo é saber quais partes do site usarão Flash. Algumas vezes, os webdesigners optam por criar sites inteiros em Flash. Neste caso você tem duas opções. A primeira é criar uma versão alternativa do site em HTML. Na página incial que carrega o Flash, basta colocar o link para a versão HTML e otimizá-la normalmente. Eu não constumo recomendar splash screen, que é aquela famosa janela que tem um botão para entrar no site como se você não tivesse entrado nele ainda, porém no caso do Flash, pode ser aberta uma excepção. Recomendo também deixar a página que carrega o swf excluída do robôs usando o robots.txt ou uma meta de exclusão, afinal, isto pode ser considerado conteúdo duplicado. Já no caso do site inteiro ser um aplicativo ou um projeto visual, não há razão para criar uma versão em HTML. O que você deve fazer é aplicar SEO no HTML que chama o Flash. Por exemplo, escreva títulos de página descritivos e inclua uma meta description. É importante lembrar que para SEO, conteúdo é rei, então na hora de escolher como exibir conteúdo, prefira HTML.
Se o site não usa Flash em tudo, ele será indexado normalmente sem problemas com excessão do conteúdo do Flash. Se mesmo assim você quer que esta parte em Flash seja “lida” por robôs de busca, você pode usar técnicas que exibem conteúdo no lugar do Flash. São as técnicas que permitem que quem não tem Flash ou para que um robô de busca consiga enxergar uma versão alternativa em HTML. A técnica recomendada é a sIFR. Ela usa javascript e é relativamente simples de implementar. Com isto os robôs vão poder entender melhor as suas páginas.
O Flash é muito poderoso, porém ele tem o seu papel. Me desculpem os defensores fervorosos do Flash, mas tal como é possível montar um site inteiro com conteúdo em javascript ou em AJAX, o uso deles deve ser feito com bom senso. Pense que seu visitante pode querer gravar no favoritos uma página interna do site e não conseguir isto pode frustá-lo. Pense sempre no seu visitante e no objetivo do seu site. SEO é pensar mais no usuário do que nos sites de busca.
Permalink