Curso SEO In Company

Muita gente sabe que eu tenho um curso de SEO e que também sou professor de Marketing de Busca em inúmeras insituições de pós-graduação como ESPM, FACHA, SENAC e FGV. Só que nos últimos meses tenho treinado muitas empresas em cursos In Company. No último mês foram 8 treinamentos, no anterior 6 e este mês estão programados 5 até agora. Por que as empresas tem se interessado tanto por isto?

Existem vários motivos. Uma razão é que equipes in house que aprendem SEO conseguem muitas vezes resultados significativos por conta própria. Mas não são apenas as equipes in house que se beneficiam. Empresas que já são atendidas por agências de SEO tem outras vantagens: uma é saber participar melhor do projeto de SEO. Se ela entende melhor o assunto, ela vai poder cobrar melhor da agência e entender as prioridades que devem ser cumpridas. Outro ponto é que elas ganham uma visão diferenciada sobre o mesmo assunto. É importante entender que não existem leis de SEO, afinal a necessidade do usuário pode ser atendida de diferentes formas.

Uma vantagem para os dois perfis de empresa é que como o treinamento muitas vezes envolve pessoas de diferentes áreas, elas ficam mais comprometidas com o projeto de SEO. O departamento de TI, de marketing ou qualquer outro vai compreender o impacto da sua particapação para o sucesso do SEO.

As equipes de conteúdo também se beneficiam. A produção de texto, inclusive de textos jornalísticos, precisa entender o que é o SEO e como ele pode colaborar para um texto voltado para atender a procura de seu leitor. A própria BBC que é um dos ícones na área já aproveita o SEO há um bom tempo. E com o famoso Google Panda, é importante saber o impacto e como escrever para evitar perdas de posicionamento.

Um outro ponto é que como o treinamento é interno, as dúvidas são muito mais específicas das empresas, diferente de um curso aberto em que nem todos podem falar peculiaridades das suas empresas. Assim as expectativas dos participantes são mais facilmente atingidas.

Como a Sara Holoubek, ex-presidente da SEMPO, diz, o cliente que entende mais é o que paga melhor. E cada vez o mercado entende mais de SEO.

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Como remover resultados negativos do Google

O gerenciamento de marca nos resultados do Google já é uma realidade no mercado americano e no Brasil tem sido utilizado por algumas empresas. Imagine a seguinte cena, um consumidor sofreu com a compra de um produto que apresentou defeito. Ele reclama com todo direito e aguarda a resposta da empresa. A empresa atende o cliente, superando até as expectativas e o cliente vira um advogado da marca. Surge uma história bonita de atendimento ao cliente com final feliz. Porém, aquela reclamação ou vídeo criado foi indexado pelo Google. E o que o cliente faz muitas vezes é olhar apenas o texto da SERP e ler que estão reclamando da empresa dele, não se dando o trabalho de aprofundar a leitura do artigo mostrando que a empresa resolveu o problema. Com isto a empresa sofre um impacto na sua imagem, afinal qual empresa não teve um produto que tenha apresentado defeito?

Claro que o caso acima é um mundo ideal, só que existem empresas que não são um primor em atendimento, mas mesmo assim surge a demanda de excluir estes resultados da busca. Não vou entrar no mérito, mas é de direito da empresa trabalhar sua marca. Quando falo de remover, entendam que é conteúdo a ser excluído é de terceiros e não da própria empresa. Tem um artigo do do Google que trata esta questão de exclusão de conteúdo interno. Além disto tem também um artigo do Pedro Dias que também trata conteúdo de terceiros e explica a posição neutra do Google.

Chegamos ao ponto de como remover os resultados da pesquisa. O trabalho muitas vezes não chega a realmente excluir os resultados negativos, mas mandá-los para a segunda página de resultados ou até mais para frente. Afinal todos sabem que os usuários na maior parte das vezes procura até a primeira página. Para isto uma boa estratégia é usar os resultados positivos para substituir o posicionamento dos negativos. Aumentando a relevância destas páginas a tendência é que elas passem a frente.

Uma alternativa interessante também é ver direto com o criador da crítica negativa se ele poderia retirar o conteúdo ou alterá-lo. Se o cliente realmente ficou satisfeito, pode ser que ele retire ou complemente a experiência boa recebida. Óbvio que o melhor é sempre tratar bem os clientes.

Então chega o momento de pensar: como efetivamente retiro os resultados negativos do Google? Aqui vão algumas dicas. Tenha uma presença online. Pode parecer óbvio, mas tem pessoas e empresas que nem site tem. A criação de um site garante o posicionamento da empresa. Ter mais de um site também pode ajudar, já que aumenta a presença online da marca.

Identificar os resultados positivos não basta, tem que ajudá-los a aparece. Se tem matérias de jornal com texto negativo, procure matérias com texto positivo para marca. Assim um resultado pode substituir o outro.

Aproveite também as redes sociais. Não espere milagres. O objetivo das redes sociais, basicamente é o relacionamento. Se você simplesmente criar tais canais, não significa que eles irão simplesmente aparecer na primeira página. Aproveite a oportunidade para usar tais canais como Twitter e Facebook para ouvir seus clientes. Com isto você pode evitar repetição ou problemas parecidos no futuro.

No caso de vídeos falando mal da empresa, em resumo, priorize os vídeos com menções positivas. Se não tem um canal no Youtube, crie e faça seus vídeos. Se já tem, divulgue seus vídeos e aumente a relevância deles. Crie vídeos criativos que naturalmente sejam mais vistos pelos visitantes. Como na SERP costumam aparecer no máximo três vídeos por SERP, este é mais fácil de fazer.

Um ponto importante é que este trabalho pode demorar um bom tempo, pois de alguma forma seria o equivalente a otimizar 8 resultados diferentes para passarem um segundo colocado. E levando em conta que criticar é a coisa mais fácil do mundo, é mais fácil conseguir links para conteúdo negativo do que para positivo.

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O que fazer quando o cliente não implementa SEO

Quem trabalha, mesmo que por pouco tempo, com SEO já deve ter passado por esta experiência. São feitos diversos relatórios e apresentações de encher os olhos com alterações e sugestões para o site. O cliente fica super empolgado e não acredita que tinha tanta coisa para fazer. Começa então a botar a mão na massa, mas… deixa de fazer inúmeras coisas importantes. Você sabe o potencial do cliente e isto pode frustar você e, quem sabe, o cliente. Claro que isto pode acabar impactando o projeto de alguma forma. Então o que podemos fazer para minimizar este problema?

Priorize

Sabemos que dependendo do projeto, as ações serão muitas. O que fazer então? Priorizar. Quando você ordenar a execução do projeto, facilite mostrando qual a ordem de execução. Analise os “incêndios”, pequenas vitórias, maiores ganhos, pontos complicados e a necessidade do cliente. Isto ajuda o cliente a enxergar melhor o trabalho pelos próximos meses, além de organizar o projeto.

Pequenas vitórias

Não adianta tentar as grandes conquistas de uma vez só. Muitos dos objetivos são de longo prazo. O cliente pode se frustar e esfriar. Então para motivar a equipe a continuar implementando e perceber valor no projeto, conquiste resultados menores e mais fáceis antes. Além de aumentar a moral dos participantes do projeto, você ainda pode garantir umas vendas para ajudar o projeto a se pagar mais rapidamente. Não esqueça de celebrar as conquistas.

Negocie

Não adianta seguir uma receita de bolo e esperar que o cliente faça tudo conforme o que você priorizou. Ele tem demandas internas ou de negócio que não podem parar para o projeto de SEO (se bem que SEO deveria ser prioridade), mas o projeto tem que andar.  Se ele não puder fazer uma determinada alteração, questione o porquê. Percebi que algumas vezes percebi a tal alteração só não poderia ser feita, pois o time ou não sabia como fazer ou não entendia a razão real da alteração. Muita gente torce o nariz para empresas que fazem backlogs para uso dos recursos de desenvolvimento, mas eu acho excelente! Exatamente por terem um processo claro, fica mais fácil negociar com eles o que deve ser feito.

Cobre

Você está sendo pago, mas isto não impede que você cobre o cliente. Afinal aquilo pode impactar o resultado do projeto de SEO. Não cobre tudo de uma vez também. Use a priorização e a negociação para esta cobrança. Em cada cobrança, mostre o motivo daquela ação e seus ganhos. Ao cobrar você evita que o cliente caia no esquecimento daquelas alterações. Eu mesmo já fiquei receoso de cobrar o cliente, mas o resultado é muito bom. Deixar de fazer uma ação de link building pode ser um grande diferencial. Saiba também de quem cobrar. É importante que um projeto de SEO tenha um líder dentro da empresa e que representantes das áreas participem do “comitê SEO”.

Custo

Praticamente todas as empresas precisam aumentar suas receitas e para isto acontecer existem custos. Em um projeto de SEO os custos de implementação são variáveis. O cliente pode ter alocado apenas dinheiro para o projeto e não pensou em fazer uma ação de link building ou no custo de implementação das alterações. É importante avaliar na durante o projeto os custos e pensar, inclusive, no orçamento para o próximo ano.

Terceirização

Se o cliente não tem braço ou o conhecimento para fazer as coisas, talvez seja o momento dele terceirizar. Deixar com um programador, link builder ou designer experiente a execução de alguma tarefas ajuda muito o tempo de execução. Para empresa algumas vezes é melhor focar no seu core business do que aumentar mais do que precisa. Tentar fazer tudo ao mesmo tempo pode resultar algo mal feito ou em nada.
Se você tem alguma experiência ou dica em auxiliar implementações de projetos de SEO, comente também.

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A explosão da informação e os sites de busca

Este é um texto que trata do volume de informação e sobre o impacto na busca. É um guest post do amigo Flamínio Fantini (*) que é um profissional com larga experiência em conteúdo e estratégia.

Para as empresas e instituições que ainda têm dúvidas sobre a necessidade de investir para melhorar a posição de seus sites nos portais de busca como Google, Bing ou Yahoo, uma pesquisa recém-divulgada nos Estados Unidos traz números impressionantes. Há tanta informação e conteúdo sendo produzidos atualmente no planeta que a disputa pela atenção das pessoas pelos veículos de comunicação virou uma verdadeira guerra, na qual a internet é sem dúvida um dos principais campos de batalha.

Em 2007, a humanidade foi capaz de estocar 295 exabytes de informação em equipamentos e aparelhos tecnológicos. Você já ouviu falar em exabyte? É muita, muita, muita informação: no total 2,9 x 1020 bytes.

Veja a seguir algumas comparações estabelecidas pelos autores da pesquisa, Martin Hilbert, da Universidade do Sul da Califórnia, e Priscila López, da Universidade da Catalunha, publicada na revista “Science”, de grande reputação nos meios acadêmicos internacionais.

  • A média de produção de informação por pessoa em um ano é equivalente a 61 CD-ROMs, desses comuns de 730 MB. Caso fosse empilhado, o total de 404 bilhões de CD-ROMs percorreria o caminho entre a Terra e a Lua e ainda ultrapassaria mais um quarto do percurso.
  • Cada pessoa recebe informação equivalente a 174 jornais, por dia. Se cada um desses jornais fosse vendido a um dólar, seria necessário mais do que a soma mundial de todos os PIBs (Produto Interno Bruto) para comprá-los.
  • Com toda a informação produzida em um ano, seria possível forrar todo o território da China com 13 camadas de livros. A quantidade representa 80 vezes mais informação por pessoa do que na histórica Biblioteca de Alexandria, a seu tempo (século 3 a.C.).
  • Cada pessoa envia, por meios de telecomunicação, informação equivalente a seis jornais diariamente. Se fosse transmitir isso num chat, levaria dois meses e três semanas, sem interrupção.

De acordo com a pesquisa, em 1986, havia um vasto predomínio das mídias tradicionais e analógicas para a estocagem de informação – dos livros e jornais ao LP de vinil, o videocassete ou a fotografia em negativos. Naquele ano, a presença digital era de apenas 0,8%. Em 2007, a situação já havia se invertido, com 94% representado pelos meios digitais – dos hard-disks de PCs aos servidores de grande porte, dos DVDs e blu-rays aos celulares e memory cards, dos video-games às câmeras digitais e cam-corders. A virada começou em 2002, quando pela primeira vez os digitais passaram na frente.

Uma das mais importantes portas de entrada para essa gigantesca Alexandria digital é a internet, com seus sites de busca, em especial o Google. Não é à toa, portanto, que o Search Engine Optimization (SEO) e o PPC (Pay Per Click) cresceram tanto nos últimos anos, colocando em evidência novas formas de publicidade, como os links patrocinados, e expandindo o uso de métricas, como o Google Analytics.

O estudo de Martin e Priscila teve grande repercussão na mídia internacional, acolhido em veículos como The Washington Post, The Wall Street Journal, Wired, BBC e Scientific American, entre outros.

Para quem quiser ler a pesquisa original, em inglês:
The World’s Technological Capacity to Store, Communicate, and Compute Information
Os pesquisadores criaram também uma página com mais detalhes sobre o assunto, também em inglês:
The world’s technological capacity to process information
(*) Flamínio Fantini é jornalista, ex-editor executivo das revistas “Veja” e “Istoé” e ex-diretor de informação das agências MPM Propaganda e LoduccaMPM

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Cursos Google Analytics e SEO 2011

Dizem que o ano só começa no Brasil depois do carnaval, mas na nossa área isto não tem acontecido. Fora os projetos que estão agitados, os cursos já estão acontecendo. Neste fim de semana teremos o curso de Google Analytics.  Será dia 12 e 13 de fevereiro e,  em resumo, a idéia foi dar foco em SEO e de como extrair o máximo do Google Analytics para melhorar os resultados das ações de marketing de busca, mas claro que tem mais coisa. A nova turma de SEO será no dia 26 de fevereiro em São Paulo e você pode conferir os depoimentos de quem já fez o curso.

Eu gosto muito dos cursos pois, é uma maneira de estar próximo as pessoas que estão pavimentando e produzindo este mercado. Vejo vocês lá.

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Splog – fazer spam em blogs para SEO

Os splogs tem por função basicamente servir de novos links para um site principal ajudando o SEO dele. São como link farms. Outra função dos splogs é de indexar conteúdos de terceiros em seu site para gerar mais posts indexados e consequentemente, mais links. Outra forma de gerar conteúdo em splogs é de gerar várias frases, mesmo que sem sentido entre si, conseguindo visitas de long tail keyword para estes termos. Neste caso, são criados resultados irrelevantes e que não atendem a necessidade de quem procura. Por isto mesmo, ferramentas de busca como o Google não gostam dos splogs e tem feito diversas mudanças em seus algoritmos para retirá-los de seus resultados. Um outro uso dos splogs é para monetizar adSense. Páginas são criadas somente com o intuito de gerar cliques em anuncios, porém tem o conteúdo pobre. O Google também não gosta disso. Por isto pode ser considerada uma técnica de Black Hat SEO. Esta matéria da Wired mostra o impacto dos splogs.

Para executar splogs são utilizadas plataformas como Blogger, Blogspot e WordPress.com para criar diversos blogs. Normalmente são utilizados softwares para automatizar a criação deste blogs, mas já vi muitos splogs criados manualmente. Já existem algoritmos que diminuem a força dos splogs, mas eles ainda estão presentes nos resultados. Uma solução para diminuir a incidência, é preencher o formulário de denúncia de spam. Apesar de não ter um item chamado splog para caracterizar a denúncia, preencha mesmo assim, pois o Google leva a sério este tipo de problema.

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