Arquivos de February, 2011

A explosão da informação e os sites de busca

Este é um texto que trata do volume de informação e sobre o impacto na busca. É um guest post do amigo Flamínio Fantini (*) que é um profissional com larga experiência em conteúdo e estratégia.

Para as empresas e instituições que ainda têm dúvidas sobre a necessidade de investir para melhorar a posição de seus sites nos portais de busca como Google, Bing ou Yahoo, uma pesquisa recém-divulgada nos Estados Unidos traz números impressionantes. Há tanta informação e conteúdo sendo produzidos atualmente no planeta que a disputa pela atenção das pessoas pelos veículos de comunicação virou uma verdadeira guerra, na qual a internet é sem dúvida um dos principais campos de batalha.

Em 2007, a humanidade foi capaz de estocar 295 exabytes de informação em equipamentos e aparelhos tecnológicos. Você já ouviu falar em exabyte? É muita, muita, muita informação: no total 2,9 x 1020 bytes.

Veja a seguir algumas comparações estabelecidas pelos autores da pesquisa, Martin Hilbert, da Universidade do Sul da Califórnia, e Priscila López, da Universidade da Catalunha, publicada na revista “Science”, de grande reputação nos meios acadêmicos internacionais.

  • A média de produção de informação por pessoa em um ano é equivalente a 61 CD-ROMs, desses comuns de 730 MB. Caso fosse empilhado, o total de 404 bilhões de CD-ROMs percorreria o caminho entre a Terra e a Lua e ainda ultrapassaria mais um quarto do percurso.
  • Cada pessoa recebe informação equivalente a 174 jornais, por dia. Se cada um desses jornais fosse vendido a um dólar, seria necessário mais do que a soma mundial de todos os PIBs (Produto Interno Bruto) para comprá-los.
  • Com toda a informação produzida em um ano, seria possível forrar todo o território da China com 13 camadas de livros. A quantidade representa 80 vezes mais informação por pessoa do que na histórica Biblioteca de Alexandria, a seu tempo (século 3 a.C.).
  • Cada pessoa envia, por meios de telecomunicação, informação equivalente a seis jornais diariamente. Se fosse transmitir isso num chat, levaria dois meses e três semanas, sem interrupção.

De acordo com a pesquisa, em 1986, havia um vasto predomínio das mídias tradicionais e analógicas para a estocagem de informação – dos livros e jornais ao LP de vinil, o videocassete ou a fotografia em negativos. Naquele ano, a presença digital era de apenas 0,8%. Em 2007, a situação já havia se invertido, com 94% representado pelos meios digitais – dos hard-disks de PCs aos servidores de grande porte, dos DVDs e blu-rays aos celulares e memory cards, dos video-games às câmeras digitais e cam-corders. A virada começou em 2002, quando pela primeira vez os digitais passaram na frente.

Uma das mais importantes portas de entrada para essa gigantesca Alexandria digital é a internet, com seus sites de busca, em especial o Google. Não é à toa, portanto, que o Search Engine Optimization (SEO) e o PPC (Pay Per Click) cresceram tanto nos últimos anos, colocando em evidência novas formas de publicidade, como os links patrocinados, e expandindo o uso de métricas, como o Google Analytics.

O estudo de Martin e Priscila teve grande repercussão na mídia internacional, acolhido em veículos como The Washington Post, The Wall Street Journal, Wired, BBC e Scientific American, entre outros.

Para quem quiser ler a pesquisa original, em inglês:
The World’s Technological Capacity to Store, Communicate, and Compute Information
Os pesquisadores criaram também uma página com mais detalhes sobre o assunto, também em inglês:
The world’s technological capacity to process information
(*) Flamínio Fantini é jornalista, ex-editor executivo das revistas “Veja” e “Istoé” e ex-diretor de informação das agências MPM Propaganda e LoduccaMPM

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Cursos Google Analytics e SEO 2011

Dizem que o ano só começa no Brasil depois do carnaval, mas na nossa área isto não tem acontecido. Fora os projetos que estão agitados, os cursos já estão acontecendo. Neste fim de semana teremos o curso de Google Analytics.  Será dia 12 e 13 de fevereiro e,  em resumo, a idéia foi dar foco em SEO e de como extrair o máximo do Google Analytics para melhorar os resultados das ações de marketing de busca, mas claro que tem mais coisa. A nova turma de SEO será no dia 26 de fevereiro em São Paulo e você pode conferir os depoimentos de quem já fez o curso.

Eu gosto muito dos cursos pois, é uma maneira de estar próximo as pessoas que estão pavimentando e produzindo este mercado. Vejo vocês lá.

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Splog – fazer spam em blogs para SEO

Os splogs tem por função basicamente servir de novos links para um site principal ajudando o SEO dele. São como link farms. Outra função dos splogs é de indexar conteúdos de terceiros em seu site para gerar mais posts indexados e consequentemente, mais links. Outra forma de gerar conteúdo em splogs é de gerar várias frases, mesmo que sem sentido entre si, conseguindo visitas de long tail keyword para estes termos. Neste caso, são criados resultados irrelevantes e que não atendem a necessidade de quem procura. Por isto mesmo, ferramentas de busca como o Google não gostam dos splogs e tem feito diversas mudanças em seus algoritmos para retirá-los de seus resultados. Um outro uso dos splogs é para monetizar adSense. Páginas são criadas somente com o intuito de gerar cliques em anuncios, porém tem o conteúdo pobre. O Google também não gosta disso. Por isto pode ser considerada uma técnica de Black Hat SEO. Esta matéria da Wired mostra o impacto dos splogs.

Para executar splogs são utilizadas plataformas como Blogger, Blogspot e WordPress.com para criar diversos blogs. Normalmente são utilizados softwares para automatizar a criação deste blogs, mas já vi muitos splogs criados manualmente. Já existem algoritmos que diminuem a força dos splogs, mas eles ainda estão presentes nos resultados. Uma solução para diminuir a incidência, é preencher o formulário de denúncia de spam. Apesar de não ter um item chamado splog para caracterizar a denúncia, preencha mesmo assim, pois o Google leva a sério este tipo de problema.

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Article Spinning – rescreevendo artigos para SEO

O article spinning não é algo novo, porém graças ao SEO ele tem sido bastante utilizado. Ele consiste em reescrever um artigo original com palavras ou frases diferentes, porém mantendo o sentido do texto. Na teoria, como o artigo é “diferente”, as ferramentas de busca não “punirão” a página por não ser conteúdo duplicado. Algumas vezes o criador deste novo artigo prefere quebrar o original em partes para poder rankear com palavras-chave de long tail também.

Resolvi escrever sobre isto depois que vi um tweet do Predro Dias, porém quando terminei de escrever não achei mais para citar, mas achei a discussão gerada no fórum do Google.

As vantagens do article spinning são que você poder usar variações do termo para rankear em buscas diferentes, gerando dezenas ou até centenas de páginas. Este novos conteúdos são usados em outros sites além do original e também e diretórios de artigos. Como são sites diferentes com conteúdos diferentes, pode ser que vários resultados de um mesmo autor apareçam para uma mesma busca. A maior desvantagem é que muitas vezes os artigos gerados são de material que outra pessoa tem o copyright. Em resumo, isto e roubo de conteúdo. Outra desvantagem é que o conteúdo gerado nem sempre tem a qualidade do original contendo muitas vezes com “encheção de lingüiça”.

Fazer um article spinning pode ser por software ou por pessoas. Na teoria, a vantagem dos softwares é que eles poderiam reescrever centenas de artigos em pouco tempo, mas nem sempre o conteúdo gerado será de qualidade. O article spinning feito manualmente por pessoas é o mais comum. Já existem profissionais que trabalham apenas com isto. Inclusive em sites de freelancers existem ofertas de article spinning. Um ponto importante é que a tradução de um texto entre idiomas não é considerada article spinning.

A dica é que na dúvida, produza conteúdo original. Experiências e sua visão sobre o assunto serão muito mais enriquecedoras para o leitor do que copiar artigos. Só que isto não invalida o article spinning, pois ele ainda mostra resultados. Minha sugestão é que você poderia, por exemplo, usar sua experiência em testes sobre article spinnig, entrevistar um article spinner, testar um software que faz isto ou pense uma abordagem inovadora sobre o assunto. A internet agradece.

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