Arquivos de March, 2008

Não faço troca de link

De umas duas semanas para cá as coisas foram bem corridas e agora ao retornar e ver as mensagens recebidas, fiquei surpreso com a quantidade de e-mails solicitando troca de links. Recebo normalmente estes e-mails, mas agora está ficando impraticável separar estas mensagens do resto. São sites dos mais diversos assuntos. Não condeno quem troca link afinal, o Google por exemplo, proibe atualmente apenas a troca excessiva de links, mas como sou totalmente white hat seo, minha opção é não participar destes esquemas de links.

A troca de links é conhecida também como link recíproco ou link exchange, a forma em inglês. Para quem não sabe, a troca de link é quando um site A solicita ao site B que ele coloque um link apontando para o site A e em troca de o site A colocará um link apontando para o site B. Esta é uma forma resumida, mas podem acontecer esquemas de troca de links muito complexos, como site A linkando para site P, que linka para o site G, que linka para o A evitando que se identifique facilmente a troca dos links.

O principal objetivo destas trocas é aumentar quantidade de links apontando para uma página e aumentar o PageRank ou relevância de uma página. Isto faz parte a guideline do Google sobre esquema de links. O Google como já escrevi só reclama da troca excessiva. Um detalhe que a guideline já condenou toda a troca de link, mas voltou atrás e só a excessiva é proibida.

A minha indicação se você quer links apontando para a sua página é produzir conteúdo único, útil e de qualidade. Com isto possívelmente você receberá links. As pessoas costumam linkar o que tem de interessante e relevante. Links são indicações. Eu mesmo sempre que encontro uma coisa interessante coloco o link apontando para a página. Um bom exemplo foi um post que fiz há um bom tempo que listava sobre os blogs SEO nacionais. É um material interessante para quem é da área de SEM e com certeza vai ajudar muita gente. Alguns poderiam pensar, mas você vai indicar alguém que seria um possível concorrente na sua área? Eu não penso assim. Muito mais importante é ajudar as pessoas interessadas neste assunto a aprender mais.

Mas não veja com maus olhos quem propõem isto. Muita gente solicita troca de links e nem tem idéia das consequências. Um alerta que deixo para quem troca links é que existe risco nesta operação. Ao linkar um site é como se você recomendasse ele. Agora imagine se um site que você troca um link faz black hat SEO. Você estaria indicando um site que descumpre as guidelines e consequentemente você pode ser punido. Não estou dizendo para você não linkar mais ninguém. Ao contrário, indique tudo que você achar intessante, mas com bom senso.

No início deste ano, percebi muitos sites sendo penalizados e aparentemente foi por conta de troca de links excessivas. Um simples site infectado poderia impactar todos os outros envolvidos nas parceiras. O pessoal do Google não é bobo e está sempre monitorando exageros. A dica de sempre é não tentar manipular o sistema. Pense no usuário.

Só espero que agora, antes de mandar uma mensagem para troca de link, pense em gerar um conteúdo interessante e único. Com isto eu já garanto que você estará no caminho certo. E se você me linkar, não existe garantia que vou linkar de volta. Se quiser, pode retirar o link, por favor. 🙂

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Matt Cutts esteve aqui

Sei que esta é antiga, mas a correira não me deixou postar sobre isto. Devido a entrevista com o Pedro Dias, o Matt Cutts veio aqui no Marketing de Busca e depois escreveu um post em seu blog falando que o Pedro deu uma grande estrevista sobre tópicos de webspam. Fiquei vermelho. 🙂

Espero que ele seja bom de português ou que o Google Translate tenha ajudado. Engraçado que muitos acessos vem dos EUA, Reino Unido e Japão. Portugal também. Obrigado pelas visitas pessoal.

Á propósito, o Matt Cutts não tem sitelinks. Por quê? É uma pergunta retórica, sim.

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Revolução do mercado de busca – Proxxima

Apesar de não entender o que tem de revolução acontecendo no mercado de busca, afinal nem uma evolução tão grande tem acontecido quanto mais revolução, estou cobrindo direto do Proxxima a palestra Revolução do mercado de busca  Com um certo receio de ter pago R$ 2.500 para assistir uma palestra básica, resolvi arriscar e ver qual será o conteúdo.

O Paulo Henrique Araújo da Motorola falou que as buscas são fontes de acesso. Fonte de visita. Ele usou SEO nos FAQs para atrair usuários e economizar ligações para o SAC. Outro ponto que é o marketing de busca dá uma vantagem é descobrir comportamento de usuário pelo o que ele está procurando. Mandei uma pergunta para o que ele acha da diferença entre agências puramente SEM e agências normais que ele ficou de responder depois.

O Robson Dias Ortiz do HSBC disse que começou com SEM em 2006 e gostou do resultado. Ele falou que aumentou 50 vezes mais. Ele disse que usa para conhecimento de marca.

Stelleo Tolda do Mercado Livre disse que o foco deles é internet e que usam muito marketing de busca.

O moderador pergunta se a solução é ter um link azul e o Paulo concorda que a busca está ainda engatinhando e que existem alternativas. Já o Robson discorda (ainda bem) e o Stelleo acha que isto é simplicidade e é o há de melhor que há no momento.

O Robson defendeu que SEO é para empresas especializadas, já o Paulo falou que seria melhor que as agências desenvolvessem o site já pronto e citou que SEO é como um arquiteto de casa construida. Ele diz que você tem que mudar para frente o banheiro e não tem jeito. O Stelleo afirma que usa SEO inhouse e no caso dele funciona muito bem.

O Robson falou que a maior dificuldade para implantar uma estratégia de SEO é mudar a cultura das empresas. O Paulo falou que na empresa dele a cultura já tinha sido comprada e ele teve que trabalhar para conseguir mais verba. Foi falado que Link patrocinado no Google não ganha prêmio e que as agências não deveriam se interessar por isto.

Fizeram uma pergunta sobre Universal Search, bem o termo não foi citado, mas concluíram que é bom. Também falaram da busca vertical, não usaram esta palavra, mas foi sobre que lá fora tem sites de busca de casamento especificamente.

O Robson diz que links patrocinados são torneiras que você pode abrir e fechar. Controle.

O moderador perguntou sobre o futuro e o Stelleo falou que o futuro é a web 3.0. Acho que ele quiz dizer busca semântica (web semântica). Ele falou que os robôs controlarão o futuro.

Outra pergunta que fiz que foi se para verificar se uma agência é boa, não seria interessante procurar por ela no Google. O Paulo falou que já teve agência sem site oferecendo SEO e que ele dispensou agência SEM mutreteira.  Eu falo que tem e o povo ainda duvida.

Jogaram no ventilador que tem agência SEM manipulando campanhas de links patrocindos. O Robson se perdeu na resposta e esqueceu a pergunta. Para ele fraude em clique é boato. Já o Stelleo discorda e confirma que existe e é uma coisa séria. O Robson parece não entender falando que existem ferramentas que aumentam o bid automáticamente e o Paulo disse que o Google já regula isto automaticamente. Acho que todos sabem isto.

Bom, terminou e para resumo a sala ficou um pouco mais vazia durante esta palestra. Das perguntas que eram enviadas praticamente todas fui eu que mandei e o povo não se animou. Existiu uma diferença grande de conhecimento e opinião entre os painelistas.  Rolou jabá e as afirmações caiam no lugar comum tanto que foram deboche no twitter. Podia ter sido muito melhor.

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Marketing de busca no ProXXIma 2008

Estou participando do ProXXIma 2008. Confira a cobertura do Proxxima em tempo real. Sobre o painel revolução do mercado de busca eu escrevi um post inteiro. Aproveitem.

Veja o que rolou até agora do ponto de vista das buscas:

  • Link patrocinado ainda é citado como inovação. Onde eles vivem!
  • Citado o case dos carros em ascii art inovando em links patrocinados. (olha os guidelines)
  • praticamente em todos os painéis do primeiro dia falou-se de links patrocinados, mas nem sinal de SEO.
  • links patrocinados elevam a mensuração ao máximo.
  • o primeiro a falar de SEO foi o Dean Barrett do McDonalds só no segundo dia.
  • Dean também falou que conteúdo é rei.
  • a Microsoft não gosta da simplicidade dos links azuis do Google. É  por isto que não estão na frente.
  • Tem gente da área de SEM que não entende muito bem do riscado.
  • o Gabriel nos comentário chutou muito bem, só que chamaram de web 3.0! Parabéns Gabriel!

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Resumo em português do Publisher’s Guide to the Web

Este é um post de um dos alunos do curso, o Marcos Siqueira. Ele fez um resumo em português do Publisher’s Guide to the Web que divulguei aqui no site. Ele mandou o artigo e achei ótimo pois nem todos dominam o idioma bretão. Então aproveitem o material de primeira.

Guia para editores web

O Google possui alguns computadores (GoogleBot) que servem basicamente para vasculhar as páginas da web, o que eles chamam de “crawl”. Esse crawl é feito de acordo com alguns algoritmos próprios deles que determinam qual site procurar, quando procurar e quantas páginas procurar de cada site. O Google não aceita pagamentos para que o seu site seja verificado mais vezes do que o dos outros, na verdade o Google mantem separado o setor de busca das outras áreas que geram dinheiro para a empresa.

Quando o GoogleBot vasculha essas páginas, ele detecta os links e os adiciona na sua lista de sites a serem analisados. Uma cópia dessas paginas é adicionada a um índice do Google, que retorna os dados mais relevantes para a busca do usuário. Essa relevância é determinada por mais de 200 fatores, sendo um deles o PageRank.

O PageRank é o medidor de importância da sua página, ele é baseado nos links externos que apontam para o seu site.

O que tem de novo nas buscas?

Hoje em dia o resultado das buscas esta muito mais rápido do que alguns anos atras, além disso as ferramentas de busca de uma forma inteligente “agendam” a visita as paginas com uma periodicidade constantemente. Assim um jornal online é verificado com uma periodicidade maior do que um site que é atualizado apenas uma vez por mês.

O seu site esta visível?

A inclusão do seu site no Google é simples e grátis, a maioria dos sites no resultado não foi incluída manualmente e sim através de um dos seus “crawlers”. Você também pode utilizar o sitemaps, que da as ferramentas do Google um maior entendimento das seções e do conteúdo no seu site.

Meu site pode ser indexado pelo Google?

Em alguns casos o Google não consegue indexar o seu site, na maioria das vezes devido ao conteúdo das páginas, por exemplo:

1 – sites seguros onde você tem que fazer login na página de entrada.
2 – sites dinâmicos em flash.
3 – sites muito complexos com javascript, frames, ou urls geradas automaticamente também não são facilmente indexadas pelo Google.

Uma maneira de você verificar se este é o problema do seu site tente visualizá-lo usando um browser texto ou desabilitando as funções de imagem, javascript e Flash do seu navegador.

Controlando o que Google indexa.

Apesar de toda inteligência das ferramentas do Google, ela ainda não consegue ler mentes, portanto uma maneira de você o que deve ser indexado ou não pelas ferramentas do Google é utilizar o Robots.txt ou Robots Exclusion Protocol. Com ele você pode dizer os diretórios, páginas e áreas do seu site que você quer ou não que sejam indexados.

Outra opção para você dizer as páginas que você não quer que sejam indexadas é através da utilização de meta tags, por exemplo no caso do Google você pode usar:

< meta name=”googlebot” content=”noindex”>

As meta tags são mais recomendadas quando você precisa bloquear o acesso em poucas páginas, ou em paginas especificas e também quando voce tem acesso ao codigo fonte das paginas para edita-lo. Já o robots.txt é mais facil para controlar ou negar o acesso a diretórios ou grupo de páginas.

Em uma página de resultados, normalmente você vê o título da página com um link para o site, um “snippet” que é um pequeno texto da página e um link chamado cache que é a versão da página que esta armazenada no Google.

Conteúdo útil no seu site.

Mesmo que o seu site esteja indexado pelas ferramentas do Google, ainda assim voce precisa ter um conteúdo relevante para as palavras que estao sendo pesquisadas. Ou seja inclua no conteudo de texto do seu site, as palavras que voce considera que sejam mais pesquisadas sobre determinado assunto. Dessa forma o visitante tende a passar mais tempo navegando pelo seu site.

Aumentando a sua visibilidade.

A primeira dica para aumentar a visibilidade do seu site é pense como os seus usuários. Garanta que os visitantes do seu site, achem a informação que eles estão procurando. Muitas pessoas se preocupam mais com o PageRank do seu site do que no conteúdo que eles estão produzindo, mas se esquecem de que ranking do Google leva em consideração mais de 200 fatores além do PageRank.

O que você deve fazer:
– Crie conteúdo interessante, os visitantes vão chegar as suas páginas por diversos links, por isso faça com que cada página consiga atrair a atenção deles.
– Mantenha seus usuários envolvidos no seu site, criar um blog ou alguma ferramenta em que os visitantes possam opinar, atrai visitantes regularmente, criando uma fidelidade.
– Crie links que sejam descritivos, evite os clique aqui.

O que você não deve fazer:
– Evite criar listas de palavras-chave.
– Não tente enganar as ferramentas de busca criando textos que podem ser lidos pelas ferramentas mas não pelos usuários.
– Não utilize imagens como conteúdo, links e nomes importantes, as ferramentas de busca não conseguem “ler” as imagens.

Update: saiu uma versão em português que o Pedro Dias disponibilizou ao mesmo tempo que este post (coisa de LOST). Muito boa a iniciativa.

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